{"id":1788,"date":"2018-03-15T14:26:24","date_gmt":"2018-03-15T14:26:24","guid":{"rendered":"http:\/\/carnavalesca.org\/?p=1788"},"modified":"2018-04-22T16:43:58","modified_gmt":"2018-04-22T16:43:58","slug":"homenagem-a-guerreira-marielle-franco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/2018\/03\/15\/homenagem-a-guerreira-marielle-franco\/","title":{"rendered":"Homenagem \u00e0 guerreira Marielle Franco"},"content":{"rendered":"<p>Uma de n\u00f3s<br \/>\nUma voz<br \/>\nMenos uma<br \/>\nVoz<br \/>\nDe n\u00f3s<br \/>\nMais uma<br \/>\nSilenciada<br \/>\nExecutada<br \/>\nMais uma<br \/>\nQue \u00e9 n\u00f3s<br \/>\nQue ata<br \/>\nQue peita<br \/>\nQue brada<br \/>\nMais uma<br \/>\nA\u00e7oitada a tiros<br \/>\nComo a chibata<br \/>\nQue a\u00e7oitava<br \/>\nO couro preto<br \/>\nQue reluz em n\u00f3s<br \/>\nEscravizadas<br \/>\nAprisionadas<br \/>\nHoje assassinadas<br \/>\nDizimadas<br \/>\nPelo mesmo algoz<br \/>\nMas seu eco<br \/>\n\u00c9 grande<br \/>\nSua imagem<br \/>\n\u00c9 nossa<br \/>\nSeu nome<br \/>\n\u00c9 imenso,<br \/>\n\u00c9 Mar<br \/>\nE ele<br \/>\nn\u00e3o a matar\u00e1<br \/>\nDentro de n\u00f3s<br \/>\nGuerreiras como v\u00f3s<br \/>\nUnidas a fortes n\u00f3s<br \/>\nN\u00e3o calaremos<br \/>\nVenceremos<br \/>\nTe honraremos<br \/>\nAt\u00e9 que n\u00e3o reste<br \/>\nVest\u00edgio sequer<br \/>\nDeste bruto algoz<\/p>\n<p>(Por Larissa de Paula Couto. Pela mem\u00f3ria de Marielle Franco. Rio de Janeiro, 14 de mar\u00e7o de 2018)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>QUEM \u00c9 ESSA GRANDE MULHER?<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1789 alignleft\" src=\"http:\/\/carnavalesca.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-franco-297x300.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"300\" \/>Mulher, negra, m\u00e3e, feminista, soci\u00f3loga, &#8220;cria da favela&#8221;, como ela mesmo gostava de falar. Nascida no Complexo da Mar\u00e9, Zona Norte do Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979, Marielle Francisco da Silva, a Marielle Franco, era refer\u00eancia na luta pelos direitos humanos. A mais recente conquista na \u00e1rea foi o mandato de vereadora na C\u00e2mara Municipal do Rio de Janeiro, eleita pelo PSOL.<\/p>\n<p>Com bolsa integral, ap\u00f3s ser aluna do Pr\u00e9-Vestibular Comunit\u00e1rio da Mar\u00e9, Marielle Franco se graduou em Ci\u00eancias Sociais pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Durante os estudos na PUC, ela n\u00e3o se envolveu com movimentos estudantis, por conta da pouca disponibilidade de tempo, dividido entre estudos e trabalhos para sustentar a filha Luyara, nascida quando Marielle tinha 19 anos. Hoje, a jovem tem 18 anos.<\/p>\n<p>Com o diploma de soci\u00f3loga, ela, que j\u00e1 tinha trabalhado como educadora infantil na Creche Albano Rosa, na Mar\u00e9, se tornou professora e pesquisadora respeitada. Depois virou mestre em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>A\u00e7\u00f5es contra a viol\u00eancia nas favelas<\/strong><\/h3>\n<p>A vida da pol\u00edtica foi dedicada \u00e0 milit\u00e2ncia na defesa dos direitos humanos e contra a\u00e7\u00f5es violentas nas favelas. A luta foi impulsionada ap\u00f3s a morte de uma amiga, v\u00edtima de bala perdida, durante um tiroteio envolvendo policiais e traficantes de drogas na favela onde nasceu e viveu.<\/p>\n<p>Marielle Franco integrou, em 2006, a equipe de campanha que elegeu Marcelo Freixo \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ap\u00f3s a posse dele como deputado, foi nomeada assessora parlamentar dele. Depois assumiu a coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da assembleia.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, na primeira disputa eleitoral, foi eleita com 46.502 votos para o cargo de vereadora na capital carioca pela coliga\u00e7\u00e3o Mudar \u00e9 poss\u00edvel, formada pelo PSOL e pelo PCB. Marielle Franco foi a quinta mais votada na cidade. Sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e pol\u00edtica lhe valeu a declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica de voto de 257 acad\u00eamicos e professores, que declararam apoio a Marielle.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa conta era de superar cerca de 6 mil ou 6,5 mil votos. At\u00e9 o \u00faltimo minuto no s\u00e1bado \u00e0 noite a gente estava fazendo campanha. Fiquei muito feliz com essa vota\u00e7\u00e3o expressiva porque eu acho que \u00e9 uma resposta da cidade nas urnas para o que querem nos tirar, que \u00e9 o debate das mulheres, da negritude e das favelas&#8221;, disse ela pouco depois dos resultados.<\/p>\n<p>Carism\u00e1tica, gritava com orgulho uma frase de efeito que arrancava aplausos da plateia: &#8220;Lugar de mulher \u00e9 onde ela quiser&#8221;.<\/p>\n<h3><strong>Cr\u00edtica da interven\u00e7\u00e3o federal<\/strong><\/h3>\n<p>Marielle Franco era cr\u00edtica da interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro. H\u00e1 duas semanas, ela assumiu a fun\u00e7\u00e3o de relatora da Comiss\u00e3o da C\u00e2mara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a atua\u00e7\u00e3o das tropas na interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 10 de mar\u00e7o deste ano, ela havia denunciado, em seu perfil de redes sociais, ind\u00edcios de que policiais do 41\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar haviam cometido abusos de autoridade contra os moradores do bairro de Acari.<br \/>\n<strong><br \/>\nMorta a tiros no Centro do Rio<\/strong><\/p>\n<p>Aos 38 anos, Marielle Franco foi brutalmente assassinada a tiros no bairro Est\u00e1cio, no Centro do Rio. O motorista Anderson Pedro M. Gomes, 39, que dirigia o ve\u00edculo tamb\u00e9m morreu. Marielle voltava de um evento chamado &#8220;Jovens Negras Movendo Estruturas&#8221;, na Lapa.<\/p>\n<p>Um carro emparelhou com o ve\u00edculo de Marielle e foram efetuados ao menos 9 disparos. Cerca de 4 tiros atingiram Marielle na cabe\u00e7a, de acordo com a investiga\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www.em.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma de n\u00f3s Uma voz Menos uma Voz De n\u00f3s Mais uma Silenciada Executada Mais uma Que \u00e9 n\u00f3s Que ata Que peita Que brada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2554,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[38,198,208,253],"class_list":["post-1788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidadania","tag-feminicidio","tag-marielle-franco","tag-morte-de-marielle-franco","tag-vereadora-marielle-franco"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2484,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1788\/revisions\/2484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2554"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/carnavalesca.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}